REDE DE INTERCÂMBIO E VOLUNTARIADO EM AÇÕES SUSTENTÁVEIS

Friday, August 11, 2006

Curso: PDC em São Paulo com Jorge Timmermann





PERMACULTURA - CURSO AUTOGESTIONADO em SP

2 a 10 de Setembro

Educação Mútua para construção de um
mundo sustentável


PÚBLICO-ALVO:

Interessados em sustentabilidade e
ações para
transformação social, universitários e
profissionais liberais
das áreas ambiental, desenvolvimento sustentável,
construção, urbanismo,
agricultura, ecologia, cooperativismo, associativismo, estudantes, educadores,
ativos ou aposentados interessados em geral.

Com apoios da CATALISA , AGDS e ALFA-JÁ vem a S.Paulo JORGE TIMMERMANN do IPAB
para o curso autogestionado de Permacultura.


2 a 10 de SETEMBRO de 2006
das 9h às 19h

Carga horária total – 72h.

Alojamento no local - Espaço Pró-Ambiente,
S.Bernardo do Campo/SP. Veja
fotos .

Certificado do IPAB Instituto de Permacultura Austro Brasileiro.

Participação estimada em R$450.

Inclui: apostila, refeições vegetarianas e
uso do alojamento.

Informações - permaculturasp@gmail.com

Planejamento, implantação e manutenção
conscientes de
ecossistemas produtivos

que tenham a diversidade,
a estabilidade e
a resistência dos
ecossistemas naturais.

Jorge Timmermann

Rede Permear de Permacultores

é uma rede de pessoas que trabalham no Brasil para assegurar que o ensino da Permacultura mantenha um padrão de qualidade compatível com o legado de Bill Mollison.

Ficha de Inscrição

Para participar, envie seus dados para: permaculturasp@gmail.com

PERMACULTURA SP - 2 a 10/9/06

Nome completo:

RG:

Data de Nasc.:

Formação:

Instituição:

Ocupação:

Instituição:

Endereço:

Cidade:

CEP:

Tel. resid.:

Tel. cel.:

Tel. com.:

E-mail:

Motivo do interesse:

Experiência/conhecimentos na área da Permacultura:

Vai ficar alojad@ no local? :

Pesquisa: você é vegetarian@? :

Onde viu o e-mail ou anúncio? :

PROGRAMA DO CURSO PDC

Módulo I

Bloco 1 - Introdução
ao local, instrutores, participantes, pessoal de apoio, programa e atividades.
O que é Permacultura – implicações práticas.

A história da Permacultura.

Permacultura hoje - no Brasil e no mundo.

A ética da Permacultura.

A Permacultura na paisagem e na sociedade.

Bloco 2 - princípios dos sistemas naturais
Ciência e conhecimento ancestral

Aplicando princípios naturais no design

Recursos, produtividade, ciclos e nichos

Diversidade, estabilidade, ordem e caos, complexidade e conexões, funções.

Bloco 3 - métodos para o design

Introdução à prática do design

Análise pelas características dos elementos

Design pela expansão de observações e lições da natureza

Opções, decisões e caminhos;
Sobreposição de dados; Conexões randômicas

Fluxogramas; Zoneamentos e setorizações

Design incremental; O conceito de consórcios

Sucessão e evolução de um sistema

Estabelecimento e manutenção de um sistema

Módulo II

Bloco 1 - padrões

Um modelo geral dos eventos.

Matrizes e estratégias complexas.

Efeitos de borda e aplicações práticas.

Temporalidade e formas dos eventos.

Espirais, círculos, lóbulos e fluxos.

Escalas e ordens de magnitude.

O uso tribal dos padrões.

Bloco 2 - clima e microclimas

Classificação das zonas climáticas globais

Padrões globais e os grandes sistemas

Precipitação;
Irradiação; Ventos

Efeitos microclimáticos da paisagem

Efeitos de latitude

Bloco 3 - árvores e suas interações energéticas

A biomassa da árvore;
Efeitos do vento

Efeitos da temperatura;
Árvores e a precipitação

Interações com a chuva

Bloco 4 - água

Intervenções regionais no ciclo das águas

Modificações do terreno para conservação e
armazenamento

Redução de uso nos sistemas de esgoto

Purificação de águas poluídas;
Tecnologias apropriadas para armazenamento,
transporte e aquecimento.

Módulo III

Bloco 1 - solos

Classificações tribais, Solo e saúde da população

A estrutura dos solos, Solo e a água

Nutrientes e elementos do solo

Composição, pH e microbiologia dos solos

Deficiências minerais reveladas pela observação das plantas; Indicadores biológicos

Erosão e reabilitação; A respiração da terra

Bloco 2 - movimentações de terra

Planejamento de movimentações

Plantios pós-movimentação; Medidas de declividade

Níveis e Nivelamento

Tipos de movimentações (açudes, estradas, canais, terraços); Construções com terra

Recursos da terra

Bloco 3 - nos trópicos úmidos e sub-úmidos

Climas típicos; Solos tropicais

Movimentações de terra nos trópicos

Arquitetura apropriada; A horta tropica;
Manejo integrado da propriedade

Elementos de uma comunidade nos trópicos úmidos

A evolução de uma policultura integrada

Policulturas de palmeiras;

Sistemas de tratores vivos (animais)

Manejo de pastagens e gado

Estabilização de áreas costeiras

Bloco 4 - nos climas secos

Coleta da precipitação; Solos e temperaturas

Características do terreno árido

A horta no deserto; Técnicas de irrigação

Assentamentos e comunidades

Animais em terras secas

Desertificação e salinização dos solos; Desertos frios

Módulo IV

Bloco 1 - nos climas frios

Características gerais; Solos e forma do terreno

Conservação da água;

Cultivo de bagas e outras culturas

Produção em estufas; A horta temperada

A floresta de alimentos; Pastagens e animais

Bloco 2 - aquicultura e arquitetura apropriada

Alimentos aquáticos; Evolução de um sistema aquático

Elementos de uma aquicultura

Chinampas, canais e pequenos tanques

Policulturas aquáticas e terrestres

Design para catástrofes: fogo, furacões, tempestades

Habitações sustentáveis; Design solar

Materiais e técnicas apropriados
(cob, fardos, taipas, superadobes, fibras, etc)

Bloco 3 - estratégias para uma nação alternativa global

Bases éticas para uma nação alternativa

A nova ONU; Organização bioregional

Estratégias legais de organização

Fundações de desenvolvimento

Assentamentos, comunidades e ecovilas

Dinheiro, financiamento e sistemas econômicos alternativos; Investimento ético.

Entrega de certificados e encerramento

. .

PERMACULTURA: A COOPERAÇÃO COM A NATUREZA

Catalisa

15 de julho de 2003

Na atualidade, há um consenso crescente de que temos que aprender a viver de modo sustentável se quisermos sobreviver como espécie (...).

Como um novo paradigma que leva à integração harmônica do ser humano e o meio ambiente, temos a Permacultura. desenvolvida no começo dos anos 70 pelos australianos Bill Mollison e David Holmgren, como uma síntese das culturas ancestrais sobreviventes com os conhecimentos da ciência moderna.

O fundamento da Permacultura reside no trabalho cooperativo com a natureza, na observação atenta da própria natureza e transferência dessa sabedoria para o cotidiano. No simples princípio de não retirar da Terra mais do que devolvemos a ela, o projeto permacultural envolve
o planejamento, a implantação e a manutenção conscientes de ecossistemas produtivos que tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais .

A agricultura convencional é insustentável pois não reconhece nem paga seus custos energéticos verdadeiros. Na atividade com a terra, por exemplo, um canteiro permacultural é um tipo de cultivo onde várias espécies de plantas coexistem lado a lado, criando uma área que se comporta como um micro sistema ecológico, sendo praticamente eliminada a possibilidade de pragas – em contraposição à prática agronômica da monocultura. Os sistemas naturais produzem excedentes que se acumulam no solo, evitando o desgaste do mesmo pela conservação da camada nutritiva.

Os conceitos de agricultura permanente começaram a se expandir, envolvendo diversos outros elementos e desenvolvendo uma verdadeira disciplina holística de organização de sistemas e de planejamento da nossa permanência no planeta. Provendo alimentação, energia e habitação e integrando todos os aspectos da sobrevivência e da existência de comunidades humanas, a Permacultura não é uma especialidade, mas uma grande generalidade. É muito mais que agricultura ecológica ou orgânica, englobando ética, economia solidária, fatores sanitários, sistemas de captação e tratamento de água, tecnologias alternativas de produção de energia (solar, eólica, etc.), bioarquitetura (construção ecológica), etc.

Através da Permacultura, são obtidos bens e serviços capazes de satisfazer as necessidades materiais e não materiais das comunidades, de forma local, ética e sustentável.

O conhecimento sistematizado pela Permacultura começou a se espalhar para várias outras partes do globo, como um movimento de caráter mundial. Hoje, existem institutos de Permacultura em todos os continentes, em mais de 100 nações. Diversos países, como o Brasil, vêm adotando a Permacultura como metodologia agrícola e, até mesmo escolas de todos os níveis estão incluindo a Permacultura no seu currículo básico.

Para realizar a Permacultura, é necessário adotar uma ética específica de sustentabilidade que exija um repensar dos nossos hábitos de consumo e dos nossos valores, em geral.

Os pontos fundamentais são definidos assim:

· 0 cuidado com o planeta Terra - Essa é uma afirmação simples e profunda, com o intuito de guiar nossas ações para a preservação de todos os sistemas vivos, de forma a continuarem indefinidamente no futuro. Isso pressupõe uma valorização de tudo o que é vivo e de todos os processos naturais. A árvore tem valor intrínseco, é valiosa para nós, não somente pela madeira ou pelos frutos, porque é viva e realiza um trabalho que proporciona a continuidade da vida no planeta. Assim, também têm valor a água, os animais, o solo e toda a complexidade de relações entre organismos vivos e minerais existentes na Terra.

· 0 cuidado com as pessoas - O impacto do ser humano no planeta Terra é, sem dúvida, o mais marcante. (...) Somos 6 bilhões habitando na superfície terrestre. Assim, se pudermos garantir o acesso aos recursos básicos necessários à existência, reduziremos a necessidade de consumir recursos não-renováveis. Portanto, os sistemas que planejarmos devem prover suas necessidades de materiais e energia, como, também, as necessidades daquelas pessoas que neles habitam.

· Distribuição dos excedentes - Sabemos que um sistema bem planejado tem condições de alcançar uma produtividade altíssima, produzindo assim um excesso de recursos. Portanto, devemos criar métodos de distribuição eqüitativos, garantindo o acesso aos recursos a todos que deles necessitam, sem intervenção de sistemas desiguais de comércio ou acumulação de riqueza de forma imoral. Qualquer pessoa, instituição ou nação que acumule riqueza ao custo do empobrecimento de outras está diminuindo a expectativa de sustentabilidade da sociedade humana.

· Limites ao consumo - Isso requer um repensar de valores, um replanejamento dos nossos hábitos e uma redefinição dos conceitos de qualidade de vida. Alimento saudável, água limpa e abrigo existem em abundância na natureza; basta que com ela cooperemos.

Como ilustração, podemos citar algumas máximas da Permacultura:

a) O problema é a solução;

b) Substituir altos investimentos e trabalho por planejamento e criatividade;

c) A diversificação garante a estabilidade;

d) A estabilidade vem quando se fecham os ciclos;

e) Os problemas são basicamente domésticos e podem ser resolvidos no nível doméstico;

f) Todo sistema deve produzir mais energia do que consome;

g) Visa-se cooperação em vez de competição, integração em vez de fragmentação.

Permacultura é um caminho, uma filosofia de vida. Está pautada em grandes princípios e é extremamente prática abrindo um grande campo de estudo, aprendizado e trabalho.

Na educação, em particular, são quase infinitas as possibilidades de difundir este conhecimento e nutrir seus princípios. Podemos reconhecer na Permacultura a própria ética para com nosso planeta e a prática da Cooperação com a natureza e o ambiente.

EDUCAÇÃO DE ADULTOS
A ALFA-JÁ – Associação Universitária de Apoio à Cultura e Educação de Jovens e Adultos – é um coletivo autogestionário sem fins lucrativos inspirado no pensamento do educador Paulo Freire, que desde 2001 reúne as experiências de EJA de profissionais da educação e estudantes da USP e outras universidades para contribuir na luta contra algumas causas e conseqüências da pobreza e na construção de um mundo sustentável. Os principais projetos desenvolvidos pela ALFA-JÁ atualmente incluem educação mútua de jovens e adultos e formações para educadores - para obter informações sobre ALFA-USP ou sobre as formações da ALFA-JÁ, entre em contato! info@alfaja.org.br www.alfaja.org.br

Clique aqui para informações sobre a próxima Formação ALFA-JÁ para Alfabetizadores Populares - SP - 18 a 22 de setembro


EDUCOMUNICAÇÃO Conheça também o CALA-BOCA JÁ MORREU, projeto amigo da ALFA-JÁ
Formações e Consultoria para mediadores de oficinas de rádio e vídeo
educomunicador@portalgens.com.br www.cala-bocajamorreu.org

Friday, August 04, 2006

CURSO: Noções básicas de Planejamento em Ecovilas >>> IPEMA, Ubatuba/SP

Noções básicas de Planejamento em Ecovilas
6-10 setembro 2006
Carga horária 30 horas
Ubatuba -SP

Palestrantes:
Marcelo Bueno: Fundador do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA), Ubatuba/SP, Membro do Ecovillage Network of The Américas (ENA), Membro da Rede de Ecovilas do Brasil, Bio-arquiteto, trabalha com projetos de construções ecológicas e planejamento de ecovilas
Alexander Mezzaroma: Alexander Van Parys Piergili é graduado em Engenharia Agronômica pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), com especialização em Agricultura Biodinâmica. Tem formação como Permacultor e técnico em energias renováveis e partcicipou do Ecovillage Trainning 2001 em Findhorn, Escócia. Trabalha atualmente como consultor em Desenvolvimento Sustentável e Permacultura, com experiência em desenvolvimento comunitário em assentamentos rurais da reforma agrária e em comunidades rurais e urbanas em São Paulo, São Luís do Maranhão e Belém do Pará, e também participa como consultor da equipe técnica da Ecocasa. Alexander participou do Plano de Gestão Sócio-ambiental da Bacia do rio Mogi Guaçú pesquisando e coletando dados dos 41 municípios que compõe a bacia. Criou um projeto piloto de Permacultura em sua residência em Araras, produzindo alimentos e reciclando 80% de seus resíduos em uma área de 120 metros quadrados.

Objetivo do curso: capacitar pessoas interessadas em morar em uma ecovila a terem noções básicas de planejamento sustentável de uma propriedade e como criar uma estrutura fisica e social para viver comunitáriamente.

PROGRAMAÇÃO:

• Definição do que é uma ecovila
• Princípios - Exemplos no Brasil e no Mundo
• Rede de Ecovilas (Ecovillage Network of The Américas)
• Mapa de informações do Terreno
• Estrutura e Design de uma ecovila
• Construções ecológicas
• Energias renováveis
• Produção de alimentos orgânicos
• Auto suficiência e re-uso da água
• Mapa de visões em grupo
• Noções sobre técnicas de reunião em consenso
• Estatutos e legalização
Aula prática de planejamento.
INVESTIMENTO:
Pagamento à vista: R$ 250,00* Estudante - R$ 330,00* Profissionais


Pagamento à prazo:
(somente com cheque pré-datado)

2 parcelas de R$135,00 Estudantes (R$270,00)
2 parcelas de R$180,00 Profissionais (R$360,00)

* Incluí refeições (alimentação vegetariana), hospedagem em camping, apostila digital em CD e certificado.

Instituto de Pemacultura e Ecovilas da Mata Atlântica

Ubatuba/SP

www.ipemabrasil.org.br